Melhoria da eficiência energética
na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto
Neste trabalho pretende-se melhorar a eficiência energética da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, identificando e caracterizando os consumos energéticos, e propôr medidas para a sua redução e optimização, ao abrigo do Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS) do Decreto-Lei 118/2013.
Assim, nesta dissertaçao temos como principais objectivos:
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Análise à atual legislação portuguesa no âmbito da eficiência energética;
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Caracterização do desempenho energético da Escola;
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Elaborar um plano de racionalização energética com identificação e implementação de medidas de eficiência energética com viabilidade económica;
A Energia é de uma grande importância para a nossa sociedade. Por todo lado encontrámos equipamentos que consomem uma fonte de energia. No entanto, verificámos que a maior parte da energia usada no mundo provém de combustíveis fósseis como o carvão, o gás ou o petróleo. O uso/queima destes combustíveis leva a emissões de gases, que têm vindo a aumentar, sendo o CO2 o gás principal que causa o efeito de estufa que presenciámos e que leva ao aquecimento global do planeta.
As mudanças climáticas sempre foram registadas ao longo de milhares de anos, mas no último século têm ocorrido com maior frequência e a tendência é que piore caoticamente. Por isso, e aliado à natureza finita destes recursos naturais, é essencial uma mudança e encontrar novas soluções. A utilização das energias renováveis, como o sol, o vento e a água, como fonte de energia para consumo das necessidades energéticas, é uma das formas mais eficientes de reduzir o consumo de energias de combustíveis fósseis.
Tornou-se vital criar medidas em prol do ambiente através da diminuição da emissão de gases poluentes para a atmosfera, satisfazendo ao mesmo tempo as necessidades energéticas. Como consequência da Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá em 1988, seguida pelo IPCC's First Assessment Reportem Sundsvall, Suécia em 1990 e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC) no Rio de Janeiro em 1992, é criado o Protocolo de Quioto - um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases - que envolveu 55 paises, que juntos produzem 55% das emissões. Assim entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em Novembro de 2004. Por ele se propõe um calendário pelo qual os países-membros (principalmente os desenvolvidos) têm a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012, também chamado de primeiro período de compromisso.
Na 18ª conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas que ocorreu em Doha, em dezembro de 2012, e que reuniu 194 paises, decidiu-se o prolongamento do período de validade do Protocolo de Kyoto até 2020. Portugal ficou classificado em 3º lugar em termos de melhor desempenho relativamente às políticas na área das alterações climáticas numa classificação a comparar 58 países que, no total, são responsáveis por mais de 90 por cento das emissões de dióxido de carbono associadas à energia.
Com o objetivo de prosseguir os objetivos de assegurar a continuidade das medidas para garantir o desenvolvimento de um modelo energético com racionalidade económica, que assegure custos de energia sustentáveis, que não comprometam a competitividade das empresas nem a qualidade de vida doscidadãos, bem como assegurar a melhoria substancial na eficiência energética do País, foram aprovados em 2013 os no PNAEE 2016 e PNAER 2020.
Nesse contexto, a legislação teve de ser atualizada e foi criado o Decreto-Lei 118/2013 que visa assegurar e promover a melhoria do desempenho energético dos edifícios através do Sistema Certificação Energética dos Edifícios (SCE), que integra o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH), e o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS).